A expansão urbana de Parnamirim, que já ultrapassa 272 mil habitantes, avança sobre terrenos predominantemente arenosos da Formação Barreiras e dunas fixas, onde a condutividade elétrica do solo varia drasticamente entre a estação seca e o período de chuvas. A ausência de um perfil geoelétrico confiável leva projetos de fundações e sistemas de aterramento a subdimensionarem parâmetros críticos. Nosso laboratório executa a Sondagem Elétrica Vertical (SEV) com arranjo Schlumberger e espaçamento AB/2 ajustado à profundidade-alvo, respeitando os procedimentos da norma ABNT NBR 7117 para medição de resistividade. O resultado é um modelo de camadas com contraste resistivo claro, indispensável para engenheiros geotécnicos e eletricistas que atuam no município. Em paralelo, o ensaio CPT complementa a investigação quando o solo arenoso de Parnamirim exige estimativa de compacidade in situ, integrando dados elétricos e mecânicos em um único contexto geotécnico.
A inversão de dados de SEV em Parnamirim revela que camadas saturadas abaixo de dunas podem reduzir a resistividade de 800 Ω.m para menos de 30 Ω.m em poucos metros de profundidade.
Contexto geotécnico local
A zona costeira de Parnamirim apresenta intrusão salina em aquíferos dunares, fenômeno que eleva a condutividade elétrica da água subterrânea e corrói prematuramente hastes de aterramento. Um projeto que desconsidera a resistividade real da camada saturada instala eletrodos em solo com valores inferiores a 20 Ω.m, quando o memorial de cálculo assumiu 300 Ω.m. A consequência é uma malha de aterramento que não atende à norma ABNT NBR 15751, expondo equipamentos e pessoas a potenciais de toque e passo perigosos. Em regiões de antigos lixões desativados no município, a SEV também identifica plumas de chorume pela redução abrupta da resistividade, orientando campanhas de amostragem e remediação. O contraste entre a estação chuvosa (março a julho) e a seca altera o perfil resistivo; por isso, recomendamos medições em período chuvoso para obter o cenário mais crítico de projeto.
Perguntas comuns
Qual a profundidade máxima que a SEV atinge em terrenos arenosos de Parnamirim?
Com abertura AB/2 de 200 metros, a profundidade de investigação efetiva alcança aproximadamente 65 a 70 metros, dependendo do contraste resistivo entre camadas. Em solos arenosos homogêneos, a resolução diminui com a profundidade, mas é suficiente para identificar o topo do embasamento cristalino ou a cunha salina.
Quanto custa uma campanha de resistividade elétrica com SEV em Parnamirim?
O investimento para uma SEV completa com inversão de dados e relatório técnico fica entre R$1.630 e R$2.600, variando conforme a profundidade de investigação (AB/2 máximo) e a quantidade de pontos de leitura. Campanhas com múltiplas SEVs recebem condição especial por metro linear investigado.
A resistividade do solo de Parnamirim muda entre a estação seca e a chuvosa?
Sim, significativamente. As areias dunares têm resistividade alta (500 a 1000 Ω.m) quando secas, mas a infiltração da chuva eleva o teor de umidade e reduz a resistividade para 50-150 Ω.m. Por isso, a medição no período chuvoso é recomendada para projetos de aterramento, pois representa a condição mais desfavorável.
Qual arranjo eletródico é usado e por quê?
Utilizamos o arranjo Schlumberger por sua praticidade de campo e boa resolução para camadas horizontais. Os eletrodos de potencial (MN) permanecem fixos enquanto os de corrente (AB) se afastam progressivamente, gerando uma curva de resistividade aparente que é invertida para obter o modelo de camadas verdadeiras.